sábado, 23 de julho de 2011

SONETO TRINTA E UM


Não importa qual sua aparência, agora.
O amor é um vínculo imaterial,
Sentimento que não se apega à forma,
Não tem lógica e até parece casual.

A saudade é uma medida ilusória,
Para ver o nosso grau sentimental.
Nem as lágrimas d’aquele que ainda chora,
Servem de prova de que seja imortal.

A vontade de estar junto é companhia,
Entre beijos e um abraço sensual.
O amor exige em si, essa harmonia.

O ciúme ao contrário, é fatal.
E não quer dizer o tanto que amaria,
Serve apenas, pra mostrar seu lado mal. 

De João Felinto Neto

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A quem eu quero

E me aparece assim,
De repente,
Como quem não quer nada!
Sentidos imersos em um turbilhão de pensamentos e desejos
Que se apropriam do corpo
Sem julgar certo e errado,
Apenas sendo
[e querendo fazer...
De forma tal que amedronta
Mas instiga uma força estranha
Quente
Deliciosa
No fervor do sangue, do pensamento
E do sentimento
Que não sabe o que se é!

(Bruno Campelo - 14/07/2011)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

DECRÉPITO POETA


Enquanto o sol
se põe ao entardecer,
meus olhos podem ver
o que não viam.
Meus pés descalços
pisam a areia fria,
enquanto o mar
parece me dizer:
- Bom dia.
A lua, à noite,
na distância se perde,
como os meus versos
pelo tempo,
dia-a-dia.
Entre meus dedos
sinto aflorar a minha poesia,
apesar de meu sorriso
já não parecer o mesmo.
Minhas palavras
na garganta enrouquecida,
mostram mais sabedoria
e menos segredos.
Decrepitude,
que aos poucos me limita.
Minha última atitude
é olhar à janela
e ver o mesmo sol
que continua a se pôr
no fim do dia.

domingo, 3 de julho de 2011

POSSUÍDO


Tenho a sensação de que você me possuiu
Tal uma virgem
Tem a alma exposta ao diabo.
Tenho a impressão de um sacrifício
A um deus omisso
Que condena os meus pecados.

Na satisfação,
Fiquei perdido.

Na desilusão,
Fui encontrado.

Do poeta potiguar João Felinto Neto

sábado, 25 de junho de 2011

ONDE ME CABE

Onde me cabe
no golpe do cutelo?
Onde me cabe
na batida do martelo?
Onde me cabe
no inferno da caldeira?
Onde me cabe
no batear da peneira?
Onde me cabe
no praguejar do coveiro?
Onde me cabe
no atraso do ponteiro?
Onde me cabe
nas treliças do confessionário?
Onde me cabe
nas mudanças do cenário?
Onde me cabe
nas verbetes do Aurélio?
Onde me cabe
na lâmina do bisturi estéril?
Se não me cabe
nas palavras do profeta,
enfim me cabe
na caneta do poeta.




Do poeta potiguar João Felinto Neto

sábado, 18 de junho de 2011

O amor em Nós

O amor vem pra dizer
de suas vontades
quais habilidades
nas necessidades
de suas verdades
quer alcançar
qual despertar
do coração
com a emoção
maior decisão
de ser feliz.

O amor se revela
Sua amostra é bela
com a luz de uma vela
diz dele e dela
Companheiros
Talentosos
Verdadeiros
Habilidosos
com o melhor jeito
de amar e ser amados...

O amor vem!
Quando penso
que o avisto,
Vem barreira
de imprevisto
Para nos impedir
de prosseguir
de estar ao lado
bem estimado
com o melhor para amar.

O amor faz quebrar
todas as barreiras
Ele nos aproxima
Nos faz pacientes
para lutar um pelo outro.

Elinaura de Oliveira

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