domingo, 27 de março de 2011

POR TRÁS DA MÁSCARA


Seja perdoado, o culpado,
Pela indiferença do inocente.
A necessidade do indigente
É a penitência do que é dado.

Na benevolência do presente,
Sinto a intolerância do passado.

Troque a salvação do condenado
Pela redenção do indulgente.
A lição que deixa o penitente,
É que acredita no pecado.

Na benevolência do presente,
Sinto a intolerância do passado.

Que o louco seja relevado,
Pelo seu estado de demente.
Aquele que vive plenamente,
Deve ser no mínimo, respeitado.

Na benevolência do presente,
Sinto a intolerância do passado.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Meu Sonho




Meu sonho contigo é sempre mágico, inexplicável
Poderia ter incio, meio e fim, ainda que inicie,
Na dança ao desejo que meus lábios pronuncie,
Com o que apresenta dentro de mim, insaciável!

Sentir-me como um anjo para contigo seria fazer do amigo,
Um grande amor, ao permitir voar na imaginação,
Entrar disposto, viver a atração como se desse abrigo!
As delícias do amor dominar, mais que o sentir da emoção

Meu sonho, com seus olhos é que me deixa desnudada,
Faz meu corpo estremecer, coração palpitar,
Olhos sedentos dos teus, entrega dominada.

Mesmo com tantos desejos manifestos, fico acanhada!
Ah! Como se fosse o primeiro a me fitar,
Como se fosse a primeira vez contigo, emocionada.

Elinaura de Oliveira

segunda-feira, 14 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

Lembranças


Não te lembras mais daquela pequena casa no colo da serra.
De nossa verde janela, que dava para os verdes pássaros do teu quintal.
De nossa rede pendurada na varanda.
Uma imensa lua em nosso céu e uma vaga enorme em nosso mar.
Já não te lembras mais?
Não te lembras do perfume dos teus cabelos soltos, em desalinho,
e da carícia das minhas mãos no afago singelo de tua ainda primavera.
Teu andar de algo muito leve, que não sei definir, nem recriar.
Teu gesto lento, como algo preguiçoso.
Algo que brotava do fundo daquelas tardes quentes e sonolentas.
Algo que um dia encontrei na rede – os elos da minha prisão.
Algo que um dia brilhou em teu olho como o sol sobre as copas das árvores.
O pouco de mel em teu lábio.
O lírio sobre os cabelos, o cheiro de coisa silvestre
...de muito silencioso e quieto.
O teu seio brilhando como uma estrela nua no céu do teu corpo,
no céu do teu mar, no céu do teu céu,
tudo, enfim.
E o teu sorriso sorria um sorriso só nessas tardes.
Como um vagalume, brejeiro, piscando na noite de teu amor.
Cada segundo de tempo possuia seu próprio movimento
e balouçava.
Assim como tua rede, que já não te lembras.
Como os teus cabelos que perderam o aroma.
Como o teu seio que já não brilha.
E o teu sorriso que não mais sorri.
Assim, como esta paisagem urbana desbotada e frágil,
que frequenta as minhas retinas
nos dias em que mais sinto a minha ausência.

Assim como os teus olhos fracos que me segredaram,
no fim de outra tarde em que nos amávamos:
Que já não te lembras mais.
(Costa Pinto)


(desenho obtido no site: "tracosetrocos.worpress.com")

terça-feira, 8 de março de 2011

A Todas as Mulheres



A todas as mulheres do mundo, nossas luas, nossas liras, nossas musas inspiradoras, nossas esposas, nossas amantes, nossas irmãs, nossas mães - luzes do mundo, nossas fontes de vida e juventude; nosso abraço e beijo mais carinhoso.

PARABÉNS PELO SEU DIA!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Melodia











Sou escravo da alma
E do meu reflexo
Sou filho da calma
E escravo do sexo
Sou um mundo de paz
Sou tempo de guerra
Sou o amor que faz 

o homem na terra
Sou o negro da treva
Sou o claro do dia
O tempo me leva
Eu sou melodia.

(Costa Pinto)

sábado, 5 de março de 2011

Mulher

















Mulher

Mulher vaidosa
Atraente, ditosa!
Elegante, invencível
nas suas criações.
Enérgica, sensível,
Mostra-se segura
nas suas emoções.

Ah mulher vaidosa!
Pragmática;
Duvidosa;
Pra não se confundir,
Posa de sistemática
Mas sabe sorrir.

Ah mulher vaidosa!
Por ser tão charmosa
pensa ser uma princesa:
A mais cobiçada,
Autêntica e formosa,
com todos aos pés!

Por seu bem querer
se faz melindrosa!
Com uma rejeição,
Fecha seu coração!
Faz-se raivosa.

Ah! mulher vaidosa!
De tanto causar dor
a um sofredor,
Se perdeu no tempo!
Nem viu a noite chegar
com seu manto negro
A lhe envelhecer.

Sua beleza tão delicada
de outrora, atrativa
tão cobiçada,
começou a morrer.

(Elinaura de Oliveira)