sábado, 24 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
NA LEMBRANÇA
Quanta
saudade
Do meu
tempo de criança.
Eu
dormia com a ânsia
De acordar.
Tinha
sempre a esperança
De ao
futuro viajar.
Agora,
só posso voltar
Em
minha lembrança.
Quando
penso na distância,
Dá
vontade de chorar.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Noturna Agonia
e no peito distende, a última tortura.
Eras rebeldia, e paz no infinito.
Eras de Deus, a perfeita criatura.
Eras rebeldia, e paz no infinito.
Eras de Deus, a perfeita criatura.
Apalpei-te toda procurando um verso,
que agora, ao achar, já não te encontro.
É este, vês? Que te ofereço imerso
em meio às sombras, já me veio pronto.
que agora, ao achar, já não te encontro.
É este, vês? Que te ofereço imerso
em meio às sombras, já me veio pronto.
E tu, onde estás, porque fugistes?
Ou não? Fui eu quem me ausentei agora
do fim que essa ausência eterniza.
Ou não? Fui eu quem me ausentei agora
do fim que essa ausência eterniza.
Porque não põe em mim os olhos tristes?
Não vês que uma grande lua jaz lá fora
e que o meu verso solitário agoniza?
Não vês que uma grande lua jaz lá fora
e que o meu verso solitário agoniza?
(Costa Pinto)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
AS FRASES
Eu conheci um poeta
Que como a flor do deserto,
Apesar do tempo incerto,
Teimava em sobreviver.
Admirado em ouvir
Os versos que declamava,
A palavra que encantava.
Não sabia escrever.
Certa manhã, eu fui ter
Na praça cotidiana.
A vista, então, me engana.
O que está a acontecer?
Vi no chão ensangüentado,
Por um auto atropelado,
Um sonho ser extirpado.
No deserto, morre a flor.
Do auto, a placa ficou,
Com frase que enganaria:
“Desse carro, o motorista
É Jesus, o salvador”.
Na camisa do finado
Que se tornou rubra cor,
Estava assim estampado:
“Jesus é meu protetor”.
sábado, 23 de julho de 2011
SONETO QUARENTA E QUATRO
Não é possível exatidão e permanência
Num mundo de extrema raridade.
Onde encontrar a verdadeira liberdade,
Sendo um escravo da existência?
Ser limitado em sua própria consistência,
Um pensamento que é volatilidade.
Ser ilusório dentro da realidade,
Uma chama que é essência.
Não há certeza fora de sua consciência.
Acreditar pode não ser veracidade.
O ser não cabe entre a fé e a ciência.
O que seria a ilusão da inocência,
Senão fração de nossa continuidade.
Nossa vontade impera nossa anuência.
SONETO TRINTA E UM
Não importa qual sua aparência, agora.
O amor é um vínculo imaterial,
Sentimento que não se apega à forma,
Não tem lógica e até parece casual.
A saudade é uma medida ilusória,
Para ver o nosso grau sentimental.
Nem as lágrimas d’aquele que ainda chora,
Servem de prova de que seja imortal.
A vontade de estar junto é companhia,
Entre beijos e um abraço sensual.
O amor exige em si, essa harmonia.
O ciúme ao contrário, é fatal.
E não quer dizer o tanto que amaria,
Serve apenas, pra mostrar seu lado mal.
De João Felinto Neto
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